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09/01/2011

Tese

Este termo deriva dos textos lógicos de Aristóteles, nos quais se encontra com dois significados principais:

1.º  para designar o que o interlocutor põe no início de uma dissertação como assunção sua;

2.º para designar uma proposição assumida como princípio.

Esses dois significados conservaram-se na tradição filosófica. O primeiro encontra-se já em Platão, e, segundo tradição relatada por Diógenes Laércio, Protágoras teria sido o primeiro a mostrar como apoiar uma tese em argumentos. Na terminologia dos lógicos medievais e dos matemáticos prevaleceu esse significado: a tese designa uma proposição que se pretende demonstrar.

Com Kant, esse termo adquiriu novo valor filosófico: nas antinomias da razão pura "tese" é o enunciado afirmativo da antinomia.

Na dialética pós-kantiana, o momento da tese é o elemento positivo ou de posição, portanto inicial, do processo ou do desenvolvimento dialético.

Nicola Abbagnano, Dicionário de Filosofia

07/01/2011

Sofística



1. Aristóteles chamou de sofística "a sabedoria (sapientia) aparente mas não real", e esse passou a indicar a habilidade de aduzir argumentos capciosos ou enganosos.
2. Em sentido histórico, a sofística é a corrente filosófica preconizada pelos sofistas, mestres de retórica e cultura geral que exerceram forte influência sobre o clima intelectual grego entre os sécs. V e IV a.C. A sofística não é uma escola filosófica, mas uma orientação genérica que os sofistas. acataram devido às exigências de sua profissão. Seus fundamentos podem ser assim resumidos:

- 1.º O interesse filosófico concentra-se no homem e em seus problemas, o que os sofistas tiveram em comum com Sócrates.

- 2.º O conhecimento reduz-se à opinião e o bem, à utilidade. Conseqüentemente, reconhece-se da relatividade da verdade e dos valores morais, que mudariam segundo o lugar e o tempo.

- 3.º Erística: habilidade em refutar e sustentar ao mesmo tempo teses contraditórias.

- 4.º Oposição entre natureza e lei; na natureza, prevalece o direito do mais forte.

Nem todos os sofistas defendem essas teses: os grandes sofistas da época de Sócrates (Protágoras e Górgias) sustentaram principalmente as duas primeiras. As outras foram apanágio da segunda geração de sofistas.

Nicola Abbagnano, Dicionário de Filosofia

05/01/2011

Argumento

1. Num primeiro significado, A. é qualquer razão, prova, demonstração, indício, motivo capaz de captar o assentimento e de induzir à persuasão ou à convicção. A. comuns ou típicos ou esquemas de A. são os lugares  que constituem o objeto dos Tópicos de Aristóteles. Cícero, com efeito, definia os lugares como as sedes das quais provêm os argumentos, que são "as razões que dão fé de uma coisa duvidosa". O significado generalíssimo da palavra "argumento" também é esclarecido pela definição de S. Tomás: "argumento é o que convence  a mente a assentir em alguma coisa", e pela de Pedro Hispano, que retoma a expressão de Cícero: "argumento é uma razão que dá fé de uma coisa duvidosa". No mesmo sentido, essa palavra é usada por Locke na definição da probabilidade, que existe quando "existem argumentos ou provas capazes de fazer uma proposição passar por verdadeira ou de ser aceita como verdadeira". E Hume, por sua vez, dividia os argumentos em demonstrações (puramente conceituais), provas (empíricas) e probabilidades. Nesse sentido, argumento é qualquer coisa que "dá fé" segundo a excelente expressão de Cícero, isto é, que de algum modo produza um grau qualquer de persuasão.

2. No segundo significado entende-se por argumento o tema ou o objeto, o assunto de um discurso qualquer, aquilo em torno de que o discurso versa ou pode versar.

Nesse sentido, argumento é o que preenche o espaço vazio de uma função ou aquilo a que uma função deve ser aplicada para que tenha determinado valor. Essa palavra foi usada pela primeira vez nesse sentido por G. FREGE.

Nicola Abbagnano, Dicionário de Filosofia

29/01/2010

Intenção

[Em sentido moral:] 1. Disposição de espírito que faz com que nos proponhamos atingir um fim ou agir conforme uma regra. 2. O próprio fim que se visa. 3. Direcção da intenção: acção de referir os seus actos ou palavras a um fito que lhes confere um valor moral; donde, acção de legitimar o que há de repreensível num acto pela intenção louvável que levou a praticá-lo.


Armand Cuvillier, Vocabulário de Filosofia, Livros Horizonte

25/01/2010

Fim

[Epistemologia e Metafísica:] 1. Aquilo por que uma coisa é ou se faz; aquilo a que ela tende, consciente ou inconscientemente: "Vós não desviareis nenhum ser do seu fim" (La Fontaine). Existem fins na natureza que a razão não poderia desconhecer" (Bonnet). 2. Fito, aquilo a que tende um acto, consciente e intencionalmente. "Aquilo que é desejado por amor a isso mesmo e por sua própria bondade chama-se fim" (Bossuet). "Estamos expostos a engano quando queremos determinar os fins ou ditames de Deus" (Leibniz)

Armand Cuvillier, Vocabulário de Filosofia, Livros Horizonte

21/01/2010

Acção

[Em sentido moral e metafísico:] Conjunto de todos os nossos actos e, principalmente, dos nossos actos voluntários; conduta humana.

[Citações:]
Maurice Blondel: "A acção é a síntese do querer do conhecer e do ser"; "Cumpre distinguir diversos tipos da palavra acção. Existe a acção prática, a acção discursiva e a acção profunda. A primeira gera o senso comum; a segunda regula a ciência; a terceira é que deve servir como critério em Filosofia"

Armand Cuvillier, Vocabulário de Filosofia