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16/12/2013

Idea y Proyecto. La Arquitectura de la Vida (Ideia e Projeto. A Arquitetura da Vida)

Autores: Jorge Humberto Dias e José Barrientos Rastrojo

Indice

Prefácio de Peter Raabe (professor de Aconselhamento Filosófico na Fraser Valley University – Canadá)

 A Orientação Filosófica segundo José Barrientos

I – Da Filosofia da Vida à Vida da Filosofia
II – O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – Materialidade
III - O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – Formalidade
IV - O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – “Capacidades e Relatório  Quixote”

 A Consulta Filosófica segundo Jorge Dias

I – Da preocupação pelo sentido à necessidade de um Projeto de Vida
I.1. Introdução
I.2. Mitos
I.3. Ilusões
I.4. O desespero pela utilidade
I.5. Filosofia do conflito
I.6. Condições para o (re)nascimento da Filosofia

II – Dos problemas aos métodos
II.1. Introdução
II. 2. A filosofia não está em todo o lado
II.3. Onde es tão os problemas filosóficos?
II. 4. O método PROJECT@
II. 5. O método IPSE

III. Casos-de-consulta portugueses

IV. Casos-de-consultas espanhóis

09/11/2013

Obras de filosofia em acesso aberto

É frequente surgirem muitas partilhas nas redes sociais com livros para download. No caso específico da filosofia, são referenciados muitos sites - aliás, uma simples pesquisa no google permite encontrar centenas de sites que oferecem livros gratuitos.

A verdade é que a maioria desses sites não está senão a desrespeitar direitos de autor. Através dos famosos "torrents"e outros sites de partilha, são disponibilizados livros para download sem qualquer respeito para com os direitos autorais. Isto é francamente mau, pois implica partir do princípio que o trabalho intelectual não tem valor e não deve ser remunerado. Mas os próprios autores podem ter interesse em divulgar  a sua obra, no todo ou em parte, por motivos igualmente comerciais. Trata-se de uma estratégia na qual parte dos conteúdos são disponibilizados gratuitamente e outra parte está disponível mediante pagamento.

O que está a acontecer com a indústria dos livros é o mesmo que se passou com a discográfica e com o cinema - e não é claro que alguma delas tenha conseguido recuperar ou adaptar-se aos novos canais de distribuição. Enquanto passamos por este processo de mudança, pode sempre optar por escolher sites que possuem licenças Creative Commons ou similares, como é o caso do Páginas de Filosofia, ou fazer download apenas de obras que estejam em domínio público. Eis alguns exemplos:


Boas leituras!

18/03/2010

Enigmas da existência

Uma área da filosofia em que fazia falta alguma frescura editorial era sem dúvida a Metafísica. Bem, esta semana saiu para as estantes uma introdução que, pelas amostras disponibilizadas pela criticanarede ("Identidade Pessoal", "Por Que Não Nada?" e "O Que é a Metafísica?"), se apresenta como essencial em qualquer biblioteca de filosofia. Chama-se «Enigmas da existência», a tradução é de Vítor Guerreiro, a revisão científica de Desidério Murcho e é editado pela Bizâncio na colecção Filosoficamente.

17/07/2009

Gianni Carchia e Paolo D'Angelo, Dicionário de Estética


Título: Dicionário de Estética
Direcção: Gianni Carchia e Paolo D'Angelo
Tradutores: José Jacinto e Abílio Queirós
Revisores: Pedro Bernardo e Maria de Lurdes Afonso
Local de edição: Lisboa
Data: 2003
Editor: Edições 70
Colecção: Lexis
I.S.B.N.: 972-44-1133-8

O que se espera de um dicionário de estética?
Esta terá sido a questão fundamental com a qual se defrontaram os organizadores deste Dicionário de Estética. O dilema está entre a recolha da terminologia das diferentes artes e suas críticas ou a restrição ao campo filosófico da(s) arte(s).
Neste dicionário, a opção recaiu sobre a segunda hipótese: evita-se a terminologia especializada de cada uma das artes e oferece-se"um quadro amplo e articulado" da Estética.

Assim, poderá o leitor encontrar:
1. Os termos fundamentais da história da estética (sublime, gosto, belo, feio, etc.);
2. As categorias estéticas tradicionais (cómico, trágico, humorístico, patético, maravilhoso, kitsch, etc.)
3. As correntes e orientações fundamentais do pensamento estético (estética fenomenológica, marxista, analítica, ambiental, positivista, etc.) e um quadro das principais estéticas não europeias (estética indiana, chinesa, japonesa, persa);
4. Os termos essenciais das mais importantes teorias estéticas (apolíneo(dionisíaco,ingénuo/sentimental, mundo/terra, morte da arte, vontade artística, artes autográficas/artes alográficas, etc.);
5. Os termos que caracterizam as grandes estruturas do conhecimento da arte (géneros literários, história da arte, géneros artísticos, crítica de arte, museu, etc.).


Existem termos principais, mais desenvolvidos, e entradas mais curtas, sempre em inglês, francês, alemão e italiano. Os conceitos são definidos e ilustrados, traça-se uma breve história do seu uso por autores de referência, questiona-se a actualidade do conceito e aponta-se uma bibliografia de apoio para ulteriores desenvolvimentos. O dicionário organiza-se em rede, com conexões para os diferentes termos referenciados.

Didacticamente útil e relevante, é uma boa opção para estudantes introdutórios de estética e filosofia da arte.

Também disponível no Brasil.

01/07/2009

Em Julho, na Gradiva: Eduardo Lourenço

A Esquerda na Encruzilhada ou Fora da História
Eduardo Lourenço 

«Não se pode ganhar uma partida de xadrez sem que o adversário cometa erros. Esta máxima não é apenas verdadeira para o mais subtil e cruel dos jogos que os homens inventaram. Se neste momento a esquerda europeia está, ou parece estar, numa situação particularmente melindrosa, é talvez apenas por ter imaginado que os erros ou pecados políticos, sociais e económicos só podiam ser cometidos pela Direita, ou, talvez melhor, que a Direita é a expressão, nessa ordem, da História como pecado.» 

Num livro oportuníssimo, Eduardo Lourenço dá-nos a conhecer a sua visão sobre a esquerda e a democracia no contexto histórico, social e cultural do Ocidente, e de Portugal em particular. Eis os títulos de alguns capítulos desta obra: «A Esquerda como Problema e como Esperança» e «Para uma Esquerda sem Ilusões ou A Memória Curta». Um pensador maior a reflectir sobre o rumo que o socialismo tomou e pode tomar. 

A Gradiva edita a obra completa de Eduardo Lourenço:

Fernando Pessoa, Rei da Nossa Baviera
Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista
Antero ou a Noite Intacta
As Saias de Elvira e Outros Ensaios
Heterodoxia I
A Morte de Colombo
Heterodoxia II
O Lugar do Anjo
Destroços
Tempo e Poesia
Poesia e Metafísica
A Europa desencantada
O labirinto da saudade
Pessoa Revisitado
A nau de Ícaro seguido de imagem e miragem da lusofonia
Portugal como destino seguido de mitologia da saudade
O esplendor do caos

23/06/2009

Augusto Saraiva, "Filosofia"

Pelos anos 60 e 70, um compêndio de Filosofia fez companhia a muitos daqueles que hoje são professores no ensino secundário. Refiro-me a "Filosofia", de Augusto Saraiva, da então Editora Educação Nacional, com instalações na Rua do Almada, nº 25, no Porto.

O livro destinava-se aos alunos do 7º ano do Ensino Liceal e tinha diversas particularidades:
  • Não apresenta uma única imagem: todo o livro contém apenas textos, sobretudo os do próprio autor;
  • Como é natural, não existem cores, ao contrário do que profusamente se vê nos manuais de hoje;
  • As matérias sucedem-se em tópicos, sendo recorrente o recurso a alíneas para delimitar os assuntos.

Tenho um desses exemplares, comprado num alfarrabista da mesma cidade, a escassas centenas de metros de distância - na Rua das Flores, no "Chaminé da Mota". Fascina-me o facto de o seu proprietário original manter o livro impecavelmente conservado, sem rasuras ou bonequinhos infantis por todo o lado. Em contrapartida, existem algumas anotações a lápis que indicam que o item foi lido ou compreendido. Em suma, estudado, coisa que hoje é digna de admiração.

Uma das [muitas] curiosidades que envolvem este livro é a sua perenidade: vários exemplos e mesmo alguns nacos de prosa de certos manuais actuais são retirados, linha por linha, do "Saraiva".

Eis o índice:

Lógica - objecto e divisão
Lógica e Gramática
Lógica e Psicologia
Divisão da Lógica

Lógica do conceito - a ideia e o termo
Compreensão e extensão da ideia
A definição
A classificação

Lógica do juízo - o juízo e a proposição
Quantidade e qualidade das proposições
Classificação das proposições
As inferências e suas espécies
Inferências imediatas: conversão e oposição

Lógica do raciocínio - inferências mediatas: dedução e indução
Estrutura e fundamento do silogismo; exemplificação
A presença implícita do silogismo no raciocínio humano
O fundamento da indução
Falácias

Metodologia - natureza da ciência; espírito científico e espírito filosófico
O problema da classificação das ciências
Métodos gerais; a natureza das ciências e os métodos especiais que requerem
Métodos das ciências matemáticas: origem das matemáticas e carácter abstracto destas ciências; ponto de partida e fundamentos da demonstração; materiais da demonstração; casos de emprego da indução em matemática
As ciências de factos: sua divisão
Métodos das ciências físico-químicas: a observação; a hipótese; a experimentação
Métodos das ciências biológicas; dificuldades de observação e de experiência; emprego da analogia; o tipo; a classificação e os seus fundamentos
Métodos das ciências do espírito: carácter destas ciências; dificuldades do seu estudo quanto à prova e à demonstração
Métodos da História: materiais que ela utiliza; a crítica histórica e a possibilidade de erro e de incerteza; o facto histórico e o problema da sua importância e significado
Métodos da sociologia: objecto e origens desta ciência; o inquérito; relações entre História e a Sociologia

Teoria do Conhecimento - A possibilidade do conhecimento; sua origem e natureza; seu valor e limites
O critério de validade do conhecimento: a verdade; atitudes da inteligência perante a verdade; o critério da certeza

Ética - objecto e carácter normativo; divisão

Moral formal - a consciência moral; sua natureza e origem
A liberdade e a responsabilidade moral
O critério do Bem e as diferentes concepções da vida moral
Determinação do conceito de Bem na moral científica e na moral cristã (o fim último do Homem)
O direito e os seus fundamentos

Moral prática - referência breve aos deveres do Homem para com Deus, para consigo mesmo e para com a sociedade

Estética - a essência do Belo. As belas-artes. A arte e a moral.

Metafísica - objecto e divisão

Ontologia - os problemas ontológicos.

Cosmologia racional - o espaço e o tempo segundo o senso comum; as concepções clássicas e concepções modernas do espaçço e do tempo.
A matéria
A vida

Psicologia racional - objecto da psicologia racional. O princípio da vida. Natureza e atributos da alma.

Teodiceia - panteísmo; teísmo; existência de Deus; natureza de Deus; relações do mundo e do Homem com Deus

Como se vê, são cobertas diversas áreas da Filosofia, da Lógica à Filosofia da Religião, com passagem pela epistemologia, ética, estética, metafísica e ontologia. Engloba ainda a Psicologia num ponto de vista pouco "científico". Tudo isto, insisto, num único ano de escolaridade.

O capítulo sobre Lógica é bastante interessante. Embora se detenha na lógica escolástica, fá-lo de forma competente e organizada, coisa que não é visível em alguns dos manuais actualmente em vigor. O capítulo dedicado à epistemologia assenta em classificações hoje pouco usuais, mas faz referência a autores que, na época, devem ter sido considerado inovadores, como Hilbert. Este capítulo integra de forma notável os conhecimentos de Lógica e faz uma aproximação efectiva à tao propalada interdisciplinaridade, com recurso a demonstrações matemáticas. São apresentados sucintamente autores como Claude Bernard, Stuart Mill, Leibniz, Kant, Descartes, Comte. A secção de epistemologia da História não destoaria em qualquer manual do ensino secundário. A secção sobre ética estabelece - e muito bem - a relação entre as teorias hedonistas e utilitaristas, chamando a estas últimas "a doutrina moral dos filósofos ingleses". Do lado da"moral racional" são apresentados Aristóteles, Kant e São Tomás. Este capítulo termina com a determinação do conceito de Bem de acordo com a moral cristã. A mesma linha segue o capítulo sobre a moral prática, com claras concessões ao catolicismo. O capítulo sobre arte é notoriamente marcado pelos filósofos francófonos, como Étienne Souriau e Nédoncelle. A Filosofia da religião não chega a discutir a existência de Deus: são fornecidas "provas" da existência de Deus sem contraditório ou discussão dos argumentos.

Por fim: o livro quase não contém citações ou textos de autor. Mesmo assim, e apesar das tendências políticas e religiosas que manifesta, é historicamente interessante. Conseguiriam os nossos alunos ser aprovados à disciplina com este manual ? O que diz o leitor?

07/06/2009

Anthony Weston, A Arte de Argumentar

Título: Dicionário de Filosofia
RevisorJoão Branquinho
Local de edição: Lisboa
Data: 1996
EditorGradiva
ColecçãoFilosofia Aberta
I.S.B.N.972-662-441-x



Índice


Prefácio
Introdução

I — A redacção de um argumento curto: algumas regras gerais
1. A distinção entre premissas e conclusão
2. Apresente as suas ideias numa ordem natural
3. Parta de premissas seguras
4. Use uma linguagem precisa, específica e concreta
5. Evite a linguagem tendenciosa
6. Use termos consistentes
7. Limite se a um sentido para cada termo

II — Argumentos com exemplos
1. Use mais do que um exemplo
2. São os exemplos representativos?
3. A informação de fundo é fundamental
4. Existem contra exemplos?

III — Argumentos por analogia
1. A analogia requer um exemplo que seja semelhante num aspecto relevante

IV — Argumentos de autoridade
1. As fontes devem ser citadas
2. São as fontes informadas?
3. São as fontes imparciais?
4. Compare as fontes
5. Ataques pessoais não desqualificam uma fonte

V — Argumentos acerca de causas
1. O argumento explica como a causa conduz ao efeito?
2. A conclusão propõe a causa mais razoável?
3. Os acontecimentos simultâneos não estão necessariamente relacionados
4. Acontecimentos correlacionados podem ter uma causa comum
5. Qualquer um de dois acontecimentos correlacionados pode causar o outro
6. As causas podem ser complexas

VI — Argumentos dedutivos
1. Modus ponens
2. Modus tollens
3. Silogismo hipotético
4. Silogismo disjuntivo
5. Dilema
6. Reductio ad absurdum
7. Argumentos dedutivos em vários passos

VII — A redacção de um ensaio argumentativo: A) A exploração do tema
1. Explore os argumentos de todos as posições
2. Interrogue e defenda cada premissa do argumento
3. Reveja e repense os argumentos à medida que emergem

VIII — A redacção de um ensaio argumentativo: B) Os pontos principais do ensaio 1. Explique a questão
2. Faça uma afirmação ou uma proposta definida
3. Desenvolva completamente os seus argumentos
4. Considere ojeccções possíveis
5. Considere alternativas

IX — A redacção de um ensaio argumentativo: C) Escrever o ensaio
1. Siga o seu esboço
2. A introdução deve ser breve
3. Apresente os seus argumentos um por um
4. Clarifique, clarifique, clarifique
5. Sustente objecções com argumentos
6. Não afirme mais do que mostrou

X — Falácias

Apêndice: a definição Estudo complementar Apêndice à edição portuguesa


Críticas e recensões:

27/05/2009

Simon Blackburn, Dicionário de Filosofia

"Qualquer contacto com a história da filosofia mostra quão intimamente os seus interesses se fundem com os interesses de áreas que têm outras designações académicas : literatura, física, psicologia, sociologia e teologia. Na verdade, a separação da filosofia como disciplina autónoma pode parecer um produto da administração académica, e não um reflexo de uma divisão clara entre usar um conceito e pensar sobre ele. Senti-me por isso livre para introduzir a terminologia de outras ciências, sempre que essa terminologia estivesse fortemente implantada na discussão filosófica. Por exemplo, ao estudar o problema ético do aborto na literatura filosófica contemporânea, pode deparar-se a alguém uma menção casual aos zigotos e à miose, com tanta certeza como pode deparar-se-lhe a doutrina do efeito duplo ou a doutrina dos actos/omissões. Alguém interessado na realidade física pode precisar de saber o conteúdo do teorema de Bell, ou em que consiste a experiência mental de Einstein-Podolsky-Rosen : neste, como noutros casos, tentei ajudar o leitor. Tentei igualmente ser generoso com pensadores de áreas e tradições vizinhas, se bem que exista inevitavelmente um certo grau de arbitrariedade. Addison, Blake e Pope foram provavelmente pensadores filosóficos tão significativos quanto muitos dos estudiosos incluídos, mas foram excluídos; em contrapartida, Carlyle, Coleridge e Dante foram incluídos. Procurei sobretudo incluir os grandes cientistas cujo trabalho provocou grandes mudanças na filosofia : Boyle e Faraday, tal como Galileu, Newton, Darwin e Einstein."


Críticas e recensões: