20/03/2014
09/02/2014
25/10/2013
O poder da argumentação
10/10/2012
Robert Nozick - argumentação filosófica
11/03/2011
Anthony Weston, "A Arte de Argumentar"
Autor: Anthony WestonPreço de Capa: 13.00 EURO
Nº de páginas: 147
Ano de Edição: 1996
Editora: Gradiva
Tradução: Desidério Murcho
ISBN: 972-662-441-x
Índice
Prefácio
Introdução
I — A redacção de um argumento curto: algumas regras gerais
1. A distinção entre premissas e conclusão
2. Apresente as suas ideias numa ordem natural
3. Parta de premissas seguras
4. Use uma linguagem precisa, específica e concreta
5. Evite a linguagem tendenciosa
6. Use termos consistentes
7. Limite se a um sentido para cada termo
II — Argumentos com exemplos
1. Use mais do que um exemplo
2. São os exemplos representativos?
3. A informação de fundo é fundamental
4. Existem contra exemplos?
III — Argumentos por analogia
1. A analogia requer um exemplo que seja semelhante num aspecto relevante
IV — Argumentos de autoridade
1. As fontes devem ser citadas
2. São as fontes informadas?
3. São as fontes imparciais?
4. Compare as fontes
5. Ataques pessoais não desqualificam uma fonte
V — Argumentos acerca de causas
1. O argumento explica como a causa conduz ao efeito?
2. A conclusão propõe a causa mais razoável?
3. Os acontecimentos simultâneos não estão necessariamente relacionados
4. Acontecimentos correlacionados podem ter uma causa comum
5. Qualquer um de dois acontecimentos correlacionados pode causar o outro
6. As causas podem ser complexas
VI — Argumentos dedutivos
1. Modus ponens
2. Modus tollens
3. Silogismo hipotético
4. Silogismo disjuntivo
5. Dilema
6. Reductio ad absurdum
7. Argumentos dedutivos em vários passos
VII — A redacção de um ensaio argumentativo: A) A exploração do tema
1. Explore os argumentos de todos as posições
2. Interrogue e defenda cada premissa do argumento
3. Reveja e repense os argumentos à medida que emergem
VIII — A redacção de um ensaio argumentativo: B) Os pontos principais do ensaio 1. Explique a questão
2. Faça uma afirmação ou uma proposta definida
3. Desenvolva completamente os seus argumentos
4. Considere ojeccções possíveis
5. Considere alternativas
IX — A redacção de um ensaio argumentativo: C) Escrever o ensaio
1. Siga o seu esboço
2. A introdução deve ser breve
3. Apresente os seus argumentos um por um
4. Clarifique, clarifique, clarifique
5. Sustente objecções com argumentos
6. Não afirme mais do que mostrou
X — Falácias
Apêndice: a definição Estudo complementar Apêndice à edição portuguesa
Críticas e recensões:
09/03/2011
07/03/2011
05/03/2011
Os Sofistas
03/03/2011
Gilbert Romeyer-Dherbey, "Os Sofistas"
Título original: Les sophistes
Presses Universitaires de France
Tradução de João Amado
Edições 70
ISBN 9789724406497
Índice:
09/01/2011
Tese
Esses dois significados conservaram-se na tradição filosófica. O primeiro encontra-se já em Platão, e, segundo tradição relatada por Diógenes Laércio, Protágoras teria sido o primeiro a mostrar como apoiar uma tese em argumentos. Na terminologia dos lógicos medievais e dos matemáticos prevaleceu esse significado: a tese designa uma proposição que se pretende demonstrar.
Com Kant, esse termo adquiriu novo valor filosófico: nas antinomias da razão pura "tese" é o enunciado afirmativo da antinomia.
Na dialética pós-kantiana, o momento da tese é o elemento positivo ou de posição, portanto inicial, do processo ou do desenvolvimento dialético.
07/01/2011
Sofística
2. Em sentido histórico, a sofística é a corrente filosófica preconizada pelos sofistas, mestres de retórica e cultura geral que exerceram forte influência sobre o clima intelectual grego entre os sécs. V e IV a.C. A sofística não é uma escola filosófica, mas uma orientação genérica que os sofistas. acataram devido às exigências de sua profissão. Seus fundamentos podem ser assim resumidos:
- 2.º O conhecimento reduz-se à opinião e o bem, à utilidade. Conseqüentemente, reconhece-se da relatividade da verdade e dos valores morais, que mudariam segundo o lugar e o tempo.
- 3.º Erística: habilidade em refutar e sustentar ao mesmo tempo teses contraditórias.
- 4.º Oposição entre natureza e lei; na natureza, prevalece o direito do mais forte.
Nem todos os sofistas defendem essas teses: os grandes sofistas da época de Sócrates (Protágoras e Górgias) sustentaram principalmente as duas primeiras. As outras foram apanágio da segunda geração de sofistas.
05/01/2011
Argumento
2. No segundo significado entende-se por argumento o tema ou o objeto, o assunto de um discurso qualquer, aquilo em torno de que o discurso versa ou pode versar.
Nesse sentido, argumento é o que preenche o espaço vazio de uma função ou aquilo a que uma função deve ser aplicada para que tenha determinado valor. Essa palavra foi usada pela primeira vez nesse sentido por G. FREGE.
03/01/2011
A origem da Retórica
01/01/2011
O que é a Retórica?
10/09/2009
Argumentação - Anthony Weston
Algumas pessoas pensam que argumentar é apenas expor os seus preconceitos de uma forma nova. É por isso que muitas pessoas pensam também que os argumentos são desagradáveis e inúteis. Argumentar pode confundir se com discutir. Neste sentido, dizemos por vezes que duas pessoas discutem, como numa espécie de luta verbal. Acontece muito. Mas não é isso o que os argumentos realmente são.Neste livro «apresentar um argumento» quer dizer oferecer um conjunto de razões a favor de uma conclusão ou oferecer dados favoráveis para uma conclusão. Neste livro, um argumento não é apenas a afirmação de certos pontos de vista, e não é apenas uma disputa. Os argumentos são tentativas de apoiar certos pontos de vista com razões. Neste sentido, os argumentos não são inúteis; na verdade, são essenciais. Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque são uma forma de tentar descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser apoiadas com boas razões; outras, com razões menos boas. Mas muitas vezes não sabemos quais são as melhores conclusões. Precisamos de apresentar argumentos para apoiar diferentes conclusões, e depois avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons. Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação. Alguns filósofos e activistas argumentaram, por exemplo, que criar animais só para fornecer carne causa um sofrimento imenso aos animais e que, portanto, isso é injustificado e imoral. Será que eles têm razão? Não se pode decidir consultando os preconceitos que se têm. Estão envolvidas muitas questões. Temos obrigações morais para com outras espécies, por exemplo, ou é só o sofrimento humano que é realmente mau? Podem os seres humanos viver realmente bem sem carne? Alguns vegetarianos viveram até idades muito avançadas. Será que este facto mostra que as dietas vegetarianas são mais saudáveis? Ou é esse facto irrelevante, considerando que alguns não vegetarianos também viveram até idades muito avançadas? (É melhor perguntar se uma percentagem mais elevada de vegetarianos vivem até idades avançadas.) Talvez as pessoas mais saudáveis tenham tendência para se tornarem vegetarianas, ao contrário das outras? Todas estas questões têm de ser consideradas cuidadosamente, e as respostas não são, à partida, óbvias. Os argumentos também são essenciais por outra razão. Uma vez chegados a uma conclusão bem apoiada por razões, os argumentos são a maneira pela qual a explicamos e defendemos. Um bom argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso, oferece razões e dados para que as outras pessoas possam formar a sua própria opinião. Se o leitor ficar convencido que devemos realmente mudar a forma como criamos e usamos os animais, por exemplo, terá de usar argumentos para explicar como chegou a essa conclusão: é assim que convencerá as outras pessoas. Ofereça as razões e os dados que o convenceram a si. Ter opiniões fortes não é um erro. O erro é não ter mais nada.
08/09/2009
Lógica e argumentação - Desidério Murcho
1) Distinguir os argumentos correctos dos incorrectos;
Os seres humanos erram. E não erram apenas no que respeita à informação de que dispõem. Erram também ao pensar sobre a informação de que dispõem, ao retirar consequências dessa informação, ao usar essa informação na argumentação. Muitos argumentos incorrectos não são enganadores: são obviamente incorrectos. Mas alguns argumentos incorrectos parecem correctos. Por exemplo, muitas pessoas sem formação lógica aceitariam o seguinte argumento:
Desidério Murcho, O lugar da Lógica na Filosofia, Plátano, 2003, pp. 9, 10.
12/07/2009
O que é a verdade? - Nietzsche
Nietzsche, Acerca da verdade e da mentira no sentido extramoral, tr. Helga H. Quadrado, Relógio d’água, p. 221.
25/06/2009
Bill O'Reilly entrevista Richard Dawkins
Alguém mais notou a profunda ignorância filosófica de O'Reilly?
Note-se:
1. Os fenómenos da natureza dependem da vontade de um Ser Superior?
2. Basta termos uma crença justificada para que ela se torne verdade?
3. O Bem moral depende de uma fundamentação religiosa?
4. A "verdade subjectiva" da crença em Jesus a que se refere O'Reilly é suficiente para garantir a sua universalidade?
5. Deve o poder político estar submetido a uma religião?
6. Deve o poder político submeter os cidadãos a uma religião como forma de garantir a sua felicidade?
7. O comportamento moral é uma consequência da crença religiosa?
01/06/2009
Da violência à persuasão, da lei do mais forte à argumentação
«Aquilo que é excepcional (...) e que constitui um marco na história da humanidade, é que se tivesse permitido, em matérias fundamentais reservadas à tradição religiosa e aos seus porta-palavra, que o uso da força pudesse ter sido substituído pelo da persuasão, que se tenham podido colocar questões e receber explicações, avançar opiniões e submetê-las à crítica de outrem. O recurso ao logos, cuja força convincente dispensaria o recurso à força física, permitindo substituir a submissão pelo acordo, constituiu, desde Sócrates, o ideal secular da Filosofia. Este ideal de racionalidade esteve associado, desde então, à busca individual da sabedoria e à comunhão de
espíritos fundada sobre o saber. Como, graças à razão, dominar as paixões e evitar a violência? Quais são as verdades e os valores sobre os quais seria possível esperar o acordo de todos os seres dotados de razão? Eis o ideal desejado de todos os pensadores da grande tradição filosófica do Ocidente.»
Chaïm Perelman, Le Champ de l'Argumentation, Éditions de L’Université, Bruxelles, 1970
