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28/12/2013
16/12/2013
Idea y Proyecto. La Arquitectura de la Vida (Ideia e Projeto. A Arquitetura da Vida)
Autores: Jorge Humberto Dias e José Barrientos Rastrojo
Indice
Prefácio de Peter Raabe (professor de Aconselhamento Filosófico na Fraser Valley University – Canadá)
A Orientação Filosófica segundo José Barrientos
I – Da Filosofia da Vida à Vida da Filosofia
II – O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – Materialidade
III - O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – Formalidade
IV - O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – “Capacidades e Relatório Quixote”
A Consulta Filosófica segundo Jorge Dias
I – Da preocupação pelo sentido à necessidade de um Projeto de Vida
I.1. Introdução
I.2. Mitos
I.3. Ilusões
I.4. O desespero pela utilidade
I.5. Filosofia do conflito
I.6. Condições para o (re)nascimento da Filosofia
II – Dos problemas aos métodos
II.1. Introdução
II. 2. A filosofia não está em todo o lado
II.3. Onde es tão os problemas filosóficos?
II. 4. O método PROJECT@
II. 5. O método IPSE
III. Casos-de-consulta portugueses
IV. Casos-de-consultas espanhóis
Indice
Prefácio de Peter Raabe (professor de Aconselhamento Filosófico na Fraser Valley University – Canadá)
A Orientação Filosófica segundo José Barrientos
I – Da Filosofia da Vida à Vida da Filosofia
II – O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – Materialidade
III - O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – Formalidade
IV - O ensaio filosófico como modelo para a Orientação Filosófica – “Capacidades e Relatório Quixote”
A Consulta Filosófica segundo Jorge Dias
I – Da preocupação pelo sentido à necessidade de um Projeto de Vida
I.1. Introdução
I.2. Mitos
I.3. Ilusões
I.4. O desespero pela utilidade
I.5. Filosofia do conflito
I.6. Condições para o (re)nascimento da Filosofia
II – Dos problemas aos métodos
II.1. Introdução
II. 2. A filosofia não está em todo o lado
II.3. Onde es tão os problemas filosóficos?
II. 4. O método PROJECT@
II. 5. O método IPSE
III. Casos-de-consulta portugueses
IV. Casos-de-consultas espanhóis
13/12/2013
Relativismo cultural
O relativismo cultural, como tem sido chamado, desafia a
nossa crença habitual na objetividade e universalidade da verdade moral.
Afirma, com efeito, que não existe verdade universal em ética; existem apenas
os vários códigos morais e nada mais. Além disso, o nosso próprio código moral
não tem um estatuto especial: é apenas um entre muitos. [...]
A primeira coisa que precisamos de fazer notar é que no
âmago do relativismo cultural está uma certa forma de argumento. A estratégia
usada pelos relativistas culturais é argumentar, a partir de factos sobre as
diferenças entre perspetivas culturais, a favor de uma conclusão sobre o
estatuto da moralidade [como se segue].
1. Culturas diferentes têm códigos morais diferentes.
2. Logo, não há uma «verdade» objetiva na moralidade. Certo
e errado são apenas questões de opinião e as opiniões variam de cultura para
cultura.
Podemos chamar a isto o argumento das diferenças culturais.
Para muitas pessoas é persuasivo. Mas, de um ponto de vista lógico, será
sólido? Não é sólido. O problema é que a conclusão não se segue da premissa –
isto é, mesmo que a premissa seja verdadeira, a conclusão pode continuar a ser
falsa. A premissa diz respeito àquilo em que as pessoas acreditam – em algumas
sociedades as pessoas acreditam numa coisa; noutras sociedades acreditam
noutra. A conclusão, no entanto, diz respeito ao que na verdade se passa. O
problema é que este tipo de conclusão não se segue logicamente deste tipo de
premissa. [...]
Para tornar este aspeto mais claro, considere-se um tema
diferente. Em algumas sociedades as pessoas acreditam que a Terra é plana.
Noutras sociedades, como a nossa, as pessoas acreditam que a Terra é
(aproximadamente) esférica. Segue-se daqui, do mero facto de as pessoas
discordarem, que não há «verdade objetiva» em geografia? Claro que não; nunca
chegaríamos a tal conclusão, porque percebemos que, nas suas crenças sobre o
mundo, os membros de algumas sociedades podem simplesmente estar errados. Não
há qualquer razão para pensar que se o mundo é redondo, todos têm de saber
disso. Da mesma maneira, não há qualquer razão para pensar que, se existe uma
verdade moral, todos têm de conhecê-la. O erro fundamental no argumento das
diferenças culturais é que tenta derivar uma conclusão substancial sobre um
tema partindo do mero facto de as pessoas discordarem a seu respeito.
James Rachels, Elementos de Filosofia Moral, trad. port. F.
J. Azevedo Gonçalves, Lisboa, Gradiva, 2002, pp. 36-39
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