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27/05/2012

Deus e o mal


«Não esperes até que Deus venha a ti
e diga: Sou.
   Um deus que confessa a sua força
não tem sentido.»

Rainer Maria Rilke

26/05/2012

Hume lido por Rawls – A razão é escrava das paixões?

Não há, pois, conflito algum entre a razão e as paixões. A aparência de que ele existe provém de confundirmos o conflito entre as paixões violentas e as paixões calmas, como o apetite geral pelo bem, com um conflito entre a razão e as paixões. Daí a famosa observação provocativa de Hume: «A razão é e deve ser apenas a escrava das paixões, e jamais pode pretender qualquer outro ofício que não o de servi-las e obedecê-las.» Uma questão que essa observação suscita é: Por que «deve» e não «pode»?
John Rawls, História da filosofia moral, tr. Ana Aguiar Cotrim, Martins Fontes, p. 36

24/05/2012

Voltaire - Abuso da intolerância

O quê! Será que se pode permitir a cada cidadão que não creia senão na sua razão e que pense apenas o que essa razão, esclarecida ou enganada, lhe dite? É isso mesmo que é necessário, desde que em nada perturbe a ordem: porque não depende do homem crer ou não crer, mas depende dele respeitar os usos da sua pátria; e se dissésseis que é crime não crer na religião dominante, estaríeis então a acusar os vossos pais, os primeiros cristãos, e estaríeis a justificar aqueles que acusais de os terem lançado aos suplícios.

Voltaire, Tratado sobre a tolerância, tr. José M. Justo, Prisa Innova (colecção grandes filósofos), p. 285.