23/09/2010
Avaliação das Aprendizagens em Filosofia
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Didáctica da Filosofia,
Filosofia
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19/09/2010
Heidegger e um hipopótamo...
Heidegger e um Hipopótamo Chegam às Portas do Paraíso
Thomas Cathcart & Daniel Klein
tr. Isabel Veríssimo, D. Quixote, 2010.
Thomas Cathcart & Daniel Klein
tr. Isabel Veríssimo, D. Quixote, 2010.
Citações da contracapa:
«Vive de forma a que o teu maior desejo seja viver outra vez, pois, quer queiras quer não, viverás novamente!» (Friedrich Nietzsche)
«Óptimo. Isso significa que terei de aguentar a patinagem no gelo outra vez.» (Woddy Allen)
«Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio.» (Albert Camus)
«O suicídio é a nossa maneira de dizer a Deus 'Não me podes despedir, eu desisto!'» (Bill Maher)
Tratar de coisas sérias a brincar não agrada a todos. A filosofia também não! Tratar do problema do sentido da vida usando o método destes dois autores não é certamente consensual. Mas é divertido. Aliás, o próprio título alude à anedota final que demonstra a plena consciência dos autores sobre este desconforto.
«Heidegger e um hipopótamo chegam às portas do paraíso e S Pedro diz:
- Escutem, hoje só temos espaço para mais um. Por isso aquele que me der a melhor resposta à pergunta «Qual é o sentido da vida?» é que entra.
Heidegger responde:
- Pensar explicitamente no Ser em si mesmo requer o menosprezo pelo Ser, na medida em que está apenas fundamentado e interpretado em termos de seres e para seres como seu fundamento, como em toda a metafísica.
E antes de o hipopótamo poder grunhir uma palavra, S. Pedro volta-se para ele e diz:
- Hoje é o teu dia de sorte, hipopótamo!»
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Humor filosófico
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17/09/2010
A Ética da Crença, org. de Desidério Murcho
«A religião pode ser estudada de diferentes pontos de vista. Podemos estudar os seus aspectos psicológicos, históricos, sociológicos ou políticos. Mas também podemos estudar os problemas filosóficos que suscita. Esta pequena antologia oferece uma amostra de uma área da filosofia da religião conhecida por "epistemologia da fé". Nesta, estuda-se aspectos epistemológicos da crença religiosa, ou fé. Difere, por isso, de outras áreas da filosofia da religião, nomeadamente a área metafísica central, que trata da discussão dos argumentos a favor e contra a existência de Deus.»
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Filosofia da Religião
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16/09/2010
Orientações para a Leccionação do Programa de Filosofia
As OLPF continuam a ser um documento de referência para a leccionação do programa de filosofia, e fazem parte da lista de documentos recomendados pela Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular:
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/recursos/lists/repositrio%20recursos2/attachments/329/orientacoes_filosofia_10_11.pdf
Orientações -- filosofia
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Filosofia
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15/09/2010
13/09/2010
Desidério Murcho, "Limites do Papel da Lógica na Filosofia"
A tarefa da filosofia, tal como a tarefa das ciências, é descobrir proposições verdadeiras. Mas ao contrário do que acontece com as ciências empíricas, a experiência raramente fornece à filosofia um critério para distinguir a verdade da falsidade. Assim, apesar de a lógica parecer fornecer tão pouco, é afinal o único meio seguro que temos para excluir argumentos que, ainda que conduzam à verdade, o fazem de forma tal que não podemos realmente saber se estamos perante a verdade ou perante a ilusão. A lógica não pode decidir se as premissas são ou não verdadeiras; a lógica não pode tão-pouco decidir se a conclusão de um raciocínio é verdadeira ou não; mas a lógica diz-nos se tal conclusão resulta realmente ou não de tais premissas.
É a lógica que permite distinguir claramente os argumentos válidos das falácias.
(...)
O que torna a filosofia sublime é o carácter extraordinário que a faz perguntar pelo que a experiência não pode alcançar, sem desistir de exigir que se distinga a verdade da ilusão. Estas perguntas podem ser incómodas para as pessoas que têm um forte espírito técnico e um fraco espírito interrogativo, ou para as pessoas que querem ter a todo o custo conforto espiritual, sem se preocuparem muito em saber se aquilo que os conforta é ou não realmente verdade. Mas a filosofia é fundamentalmente uma actividade de fazer perguntas incómodas e tentar encontrar respostas razoáveis. Perguntas muito simples sobre as questões mais gerais da realidade. Tão gerais que não podem ter uma resposta empírica.
(...)
As teorias filosóficas típicas não podem ser confirmadas ou infirmadas pela experiência; ultrapassam-na. Só a lógica e a discussão séria podem ajudar-nos a avaliar a verdade das suas teorias, uma vez que queremos excluir do nosso estudo o apelo irracional a experiências místicas. Mas como vimos, um argumento válido nunca é conclusivo em filosofia porque é sempre possível duvidar da verdade das premissas; por outro lado, um argumento inválido pode ainda assim ter uma conclusão verdadeira. Assim, a lógica não pode de forma alguma resolver os problemas da filosofia; não pode pelo menos, seguramente, resolvê-los todos. Mas é um instrumento básico sem o qual a tarefa do filósofo é bastante mais confusa, correndo o risco de se tornar ou num discurso autofágico, ou num veículo de divulgação disfarçada de ideias pouco inteligentes que querem furtar-se à livre discussão.
É a lógica que permite distinguir claramente os argumentos válidos das falácias.
(...)
O que torna a filosofia sublime é o carácter extraordinário que a faz perguntar pelo que a experiência não pode alcançar, sem desistir de exigir que se distinga a verdade da ilusão. Estas perguntas podem ser incómodas para as pessoas que têm um forte espírito técnico e um fraco espírito interrogativo, ou para as pessoas que querem ter a todo o custo conforto espiritual, sem se preocuparem muito em saber se aquilo que os conforta é ou não realmente verdade. Mas a filosofia é fundamentalmente uma actividade de fazer perguntas incómodas e tentar encontrar respostas razoáveis. Perguntas muito simples sobre as questões mais gerais da realidade. Tão gerais que não podem ter uma resposta empírica.
(...)
As teorias filosóficas típicas não podem ser confirmadas ou infirmadas pela experiência; ultrapassam-na. Só a lógica e a discussão séria podem ajudar-nos a avaliar a verdade das suas teorias, uma vez que queremos excluir do nosso estudo o apelo irracional a experiências místicas. Mas como vimos, um argumento válido nunca é conclusivo em filosofia porque é sempre possível duvidar da verdade das premissas; por outro lado, um argumento inválido pode ainda assim ter uma conclusão verdadeira. Assim, a lógica não pode de forma alguma resolver os problemas da filosofia; não pode pelo menos, seguramente, resolvê-los todos. Mas é um instrumento básico sem o qual a tarefa do filósofo é bastante mais confusa, correndo o risco de se tornar ou num discurso autofágico, ou num veículo de divulgação disfarçada de ideias pouco inteligentes que querem furtar-se à livre discussão.
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03/09/2010
António Damásio - O que é a consciência?
Question: What is consciousness?
Antonio Damasio: If I use the word consciousness, in our lab, in our institute, what we mean is the special quality of mind, the special features that exist in the mind, that permit us to know, for example, that we, ourselves, exist, and that things exist around us. (...)
Antonio Damasio: If I use the word consciousness, in our lab, in our institute, what we mean is the special quality of mind, the special features that exist in the mind, that permit us to know, for example, that we, ourselves, exist, and that things exist around us. (...)
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Filosofia da Mente
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