26/02/2010
Noam Chomsky - Entrevista
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22/02/2010
19/02/2010
Moisés de Lemos Martins, "Espaço Público e Vida Privada"
Em termos sociais, todavia, o espaço público designa a constituição de uma intersubjectividade prática, do reconhecimento recíproco como sujeitos, da ligação das pessoas e do encadeamento das suas acções na cooperação social.
É. todavia problemática a noção de espaço público. Ela recobre simultaneamente lugares ou espaços físicos (praças, salões, cafés, assembleias, tribunais) e o princípio constitutivo de uma acção política que neles se desenrola ou pode desenrolar. Reconhecemos esta acção como democrática: recai sobre a deliberação em comum e opõe-se ao segredo, à razão de Estado e à representação absolutista da causa pública, que enuncia " l'État c'est moi".
(...)
Finalmente, a noção de espaço público é problemática por denotar uma realidade mediadora entre a sociedade civil e o Estado, a sociabilidade e a cidadania, os costumes e a política, o privado
e o público.
Na sua caracterização pública, o espaço público também se mantém problemático. A distinção público vs. privado é definida muitas vezes a partir de dois critérios, que se recobrem parcialmente, o critério material e o critério institucional. Em sentido material, é a natureza das actividades (fruição privada vs. participação política) que prevalece, assim como no caso da oposição entre a privacy e os problemas políticos. Este tipo de critério que é utilizado para traçar a fronteira entre estas duas esferas de actividade, a pública e a privada, tem o inconveniente de substancializar a noção de espaço público. O impasse a que este tipo de critério conduz comprovamo-lo com o liberalismo, que se mostra incapaz de estabelecer aquilo que releva do privado e escapa desse modo à intervenção e à visibilidade públicas.
Por sua vez, pelo critério institucional ou jurídico, são qualificados como públicos os lugares ou os problemas que relevam de uma instituição pública. Neste caso, o privado opõe-se ao público e o segredo ou a inacessibilidade constituem a condição da sua protecção. Podemos falar então do domicílio ou da empresa, que relevam de uma autoridade privada, e das ruas ou das praças, que relevam da ordem pública.
É. todavia problemática a noção de espaço público. Ela recobre simultaneamente lugares ou espaços físicos (praças, salões, cafés, assembleias, tribunais) e o princípio constitutivo de uma acção política que neles se desenrola ou pode desenrolar. Reconhecemos esta acção como democrática: recai sobre a deliberação em comum e opõe-se ao segredo, à razão de Estado e à representação absolutista da causa pública, que enuncia " l'État c'est moi".
(...)
Finalmente, a noção de espaço público é problemática por denotar uma realidade mediadora entre a sociedade civil e o Estado, a sociabilidade e a cidadania, os costumes e a política, o privado
e o público.
Na sua caracterização pública, o espaço público também se mantém problemático. A distinção público vs. privado é definida muitas vezes a partir de dois critérios, que se recobrem parcialmente, o critério material e o critério institucional. Em sentido material, é a natureza das actividades (fruição privada vs. participação política) que prevalece, assim como no caso da oposição entre a privacy e os problemas políticos. Este tipo de critério que é utilizado para traçar a fronteira entre estas duas esferas de actividade, a pública e a privada, tem o inconveniente de substancializar a noção de espaço público. O impasse a que este tipo de critério conduz comprovamo-lo com o liberalismo, que se mostra incapaz de estabelecer aquilo que releva do privado e escapa desse modo à intervenção e à visibilidade públicas.
Por sua vez, pelo critério institucional ou jurídico, são qualificados como públicos os lugares ou os problemas que relevam de uma instituição pública. Neste caso, o privado opõe-se ao público e o segredo ou a inacessibilidade constituem a condição da sua protecção. Podemos falar então do domicílio ou da empresa, que relevam de uma autoridade privada, e das ruas ou das praças, que relevam da ordem pública.
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18/02/2010
Thomas Pogge - «Health Impact Fund»
Os exemplos de como a filosofia por mais abstracta que possa parecer está embutida na vida da forma mais concreta que se pode imaginar são muitos. Apontamos aqui um. O filósofo Thomas Pogge fala de um projecto liderado por si e de uma medida prática (Health Impact Fund) que visa melhorar a saúde pública a um nível mundial e não apenas no mundo ocidental.
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16/02/2010
Valor objectivo e justificação - Desidério Murcho
No caso da ética, por exemplo, o tipo de justificação que podemos invocar num caso mas não no outro é o que faz a diferença crucial entre a convicção de que é moralmente aceitável discriminar negros ou mulheres e a convicção de que não o é: não é possível justificar adequadamente a primeira convicção, mas é fácil justificar pública e abertamente a segunda. E é porque podemos justificar pública e abertamente a segunda convicção que podemos afirmar que capta um valor objectivo e não meramente subjectivo. Em suma, um valor é objectivo quando podemos justificá-lo adequadamente e não o é quando não podemos fazê-lo.
Desidério Murcho, «Introdução» em Viver para quê – ensaios sobre o sentido da vida,
Dinalivro, pp. 25, 26.
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Ética e Filosofia Moral
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15/02/2010
Encontro de Amor: Ensaios de Filosofia de Domingos Faria
http://livro.domingosfaria.net
Este livro reúne um conjunto de ensaios filosóficos com a temática global do Amor. O nosso objectivo principal é facultar um pensamento filosófico rigoroso, uma formade questionamento, que possibilite momentos de reflexão sobre a vida, a fim decada um se nutrir de uma existência reflectida e com sentido.
Neste livro são apresentados textos que abordam questões antropológicas fundamentais, como: o encontro personalizante do ser humano, a importância da família no todo comunitário, a comunhão com o Tu Eterno, que procuram contribuir para esta meta de sentido e realização plena da existência humana.
Do mesmo modo, neste labor reflexivo explanamos o pensamento de vários filósofos, como: René Descartes, Immanuel Kant, Friedrich Nietzsche, Maurice Blondel, Martin Buber, Gabriel Marcel, Emanuel Lévinas, Paul Ricoeur, René Girard, John Milbank, Agustín Domingo, Alfonso López Quintás, entre outros, que nos ajudaram nesta tarefa.
Conteúdos do livro: O Encontro Personalizante do Ser Humano; O dilema de ser Família hoje; Do Supremo Legislador Moral ao Tu Eterno da Relação; A Problemática Pós-Moderna da Violência Ontológica; A Caminho de uma Acção de Amor.
O livro pode ser comprado em http://livro.domingosfaria.net ou em http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/encontro-de-amor/
FICHA TÉCNICA:
Título: Encontro de Amor - Ensaios de Filosofia
Autor: Domingos Faria (www.domingosfaria.net)
Edição do Autor
Capa: Sítio do Livro
1ª Edição
Lisboa, 2009
Impressão e acabamentos: Agapex
Depósito legal: 303288/09
ISBN: 978-989-20-1835-5
Publicação e Comercialização
Sítio do Livro, Lda.
Lg. Machado de Assis, lote 2 - C
1700-116 Lisboa
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/encontro-de-amor/
Este livro reúne um conjunto de ensaios filosóficos com a temática global do Amor. O nosso objectivo principal é facultar um pensamento filosófico rigoroso, uma formade questionamento, que possibilite momentos de reflexão sobre a vida, a fim decada um se nutrir de uma existência reflectida e com sentido.
Neste livro são apresentados textos que abordam questões antropológicas fundamentais, como: o encontro personalizante do ser humano, a importância da família no todo comunitário, a comunhão com o Tu Eterno, que procuram contribuir para esta meta de sentido e realização plena da existência humana.
Do mesmo modo, neste labor reflexivo explanamos o pensamento de vários filósofos, como: René Descartes, Immanuel Kant, Friedrich Nietzsche, Maurice Blondel, Martin Buber, Gabriel Marcel, Emanuel Lévinas, Paul Ricoeur, René Girard, John Milbank, Agustín Domingo, Alfonso López Quintás, entre outros, que nos ajudaram nesta tarefa.
Conteúdos do livro: O Encontro Personalizante do Ser Humano; O dilema de ser Família hoje; Do Supremo Legislador Moral ao Tu Eterno da Relação; A Problemática Pós-Moderna da Violência Ontológica; A Caminho de uma Acção de Amor.
O livro pode ser comprado em http://livro.domingosfaria.net ou em http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/encontro-de-amor/
FICHA TÉCNICA:
Título: Encontro de Amor - Ensaios de Filosofia
Autor: Domingos Faria (www.domingosfaria.net)
Edição do Autor
Capa: Sítio do Livro
1ª Edição
Lisboa, 2009
Impressão e acabamentos: Agapex
Depósito legal: 303288/09
ISBN: 978-989-20-1835-5
Publicação e Comercialização
Sítio do Livro, Lda.
Lg. Machado de Assis, lote 2 - C
1700-116 Lisboa
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12/02/2010
Abbé Pierre – A paz mundial
Para que serve escandalizarmo-nos com as guerras, as injustiças, a opressão política, económica e social, se nós negligenciarmos em conduzir ao interior de nós mesmos, a luta quotidiana pela libertação e pela paz interior? Eu estou convencido de que a paz social brotará da paz do coração. Se cada um progride na via de uma reconciliação interior aberta para a partilha, o respeito dos outros e a tolerância, então, necessariamente, saberemos criar juntos uma sociedade pacífica e fraterna. (…) Não é a paz mundial, a ausência de guerra, que eu reclamo, mas a paz do coração para cada homem. Porque é quando o coração dos homens estiver apaziguado que as guerras cessarão.
Abbé Pierre, Fraternidade, tr. Miriam Lopes, Editorial Notícias, p. 58.
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09/02/2010
Lou Marinoff, Mais Platão, menos Prozac
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08/02/2010
Abbé Pierre – o problema do mal
Toda a minha vida fui ensombrado pela questão do mal, e ainda hoje e não cesso de me interrogar acerca da contradição flagrante, incompreensível, entre a fé no Deus Amor e a existência do mal. (...)
O mais frequente é [um certo] tipo de apologias recusar a objecção de virar a manga do avesso, desculpando Deus de todo o mal e atirando a falta sobre os homens. Dito de outra forma, todo o mal proviria do homem que, pelo exercício da sua vontade e da sua liberdade, se desviaria do amor e do plano do criador para cometer o mal.
Isto é perfeitamente verdade no que toca às catástrofes que o homem provocou. Mas o argumento não faz caso dos tremores de terra, das colossais inundações na China que levam centenas de milhares de pessoas, das fomes em África, dos ciclones na América Central, etc. (…) Como explicar esta aparente indiferença do Todo-Poderoso? Como conciliá-la com o facto dele ser Amor? Ele dispõe de todos os meios e deixa serem levadas nas torrentes de lama, dizimadas por epidemias, milhares de crianças pequenas, de pais, de mães, crápulas e santos misturados? (…)
Isto é para mim, desde sempre, o tema de uma profunda e dolorosa interrogação. De uma busca, de uma súplica. Eu não posso encontrar nenhuma explicação racional para esta constatação e prefiro calar-me, diante do que permanece para mim incompreensível, do que procurar más desculpas para Deus.
Existe contudo uma coisa que eu quero dizer a este propósito. Ela não justifica em nada o mal e o sofrimento, trata-se de uma simples constatação que alimenta a minha meditação e que eu queria partilhar. Eu fui tocado na minha vida com frequência ao ver que muitas vezes o mal suscita o bem, que sempre que somos confrontados com o mal acontece que o amor se desenvolve.
Abbé Pierre, Fraternidade, tr. Miriam Lopes, Editorial Notícias, pp. 81-83.
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05/02/2010
João Maria André, "Da História das Ciências à Filosofia das Ciências"
Bacon [distingue], nestes termos, dois tipos de filósofos das ciências, significativamente representados por dois modelos metafóricos suficientemente expressivos: "Todos aqueles que se ocuparam das ciências foram ou empiristas ou dogmáticos. Os empiristas, à maneira das formigas, apenas amontoam e consomem; os dogmáticos, à maneira das aranhas, tecem teias a partir de si." A uns e a outros contrapõe o chanceler inglês a síntese superadora destes dois animais: "Mas o método da abelha situa-se a meio: recolhe a sua matéria das flores dos jardins e dos campos, mas transforma-a e digere-a através de uma faculdade que lhe é própria." E acrescenta: "E não é diferente o verdadeiro trabalho da filosofia."
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Filosofia da Ciência,
Filosofia do conhecimento
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04/02/2010
Peter Singer - Viver eticamente
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Ética e Filosofia Moral
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02/02/2010
Daniel Dennett - Consciência e Livre-arbítrio
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Metafísica
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01/02/2010
Ética ,Globalização e Ética da Globalização
Numa economia global é necessário uma ética global, universal. Como ligar a ética à economia num mundo interdependente? Que ética escolher de entre as várias teorias éticas? O utilitarismo e a maximização da utilidade promove a felicidade de todos ou promove o egocentrismo? Qual o papel das instituições internacionais na definição e no cumprimento dos deveres/direitos universais? São estas as questões que este documento de trabalho levanta e a que tenta dar resposta, dando alguns
contributos para a definição de uma ética global baseada nos deveres, nas virtudes e nos afectos. Uma ética universal que concilie a parcialidade dos afectos com a imparcialidade dos deveres. Uma ética que concilie justiça com solidariedade. Uma ética em que os meios justifiquem os fins.
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contributos para a definição de uma ética global baseada nos deveres, nas virtudes e nos afectos. Uma ética universal que concilie a parcialidade dos afectos com a imparcialidade dos deveres. Uma ética que concilie justiça com solidariedade. Uma ética em que os meios justifiquem os fins.
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Ana Catarina Kaizeler e Horácio C. Faustino (texto publicado pelo Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações)
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