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14/12/2010

A favor ou contra os testes intermédios de Filosofia?

Argumentos favoráveis à introdução dos exames intermédios de Filosofia:


         Credibilizam a disciplina de filosofia
         Reposicionam o estatuto da disciplina junto de professores e alunos
         Incentivam ao estudo da disciplina
         Dignificam o trabalho dos docentes de filosofia
         Motivam para o filosofar
         Contribuem para a dignificação do trabalho dos docentes de filosofia
         Incutem uma cultura de responsabilização nos estudos
         Levam a que os alunos e a sociedade encarem esta disciplina com mais seriedade e interesse


Testes intermédios de Filosofia


Circula na internet um e-mail cujo teor, por ser público, passamos a transcrever:

Car@s Sóci@s,
Conforme tivemos oportunidade de anunciar participámos no dia 13 de Dezembro de 2010, numa reunião ordinária do Conselho Consultivo do GAVE – Gabinete de Avaliação Educacional para debater os seguintes assuntos inscritos na ordem de trabalhos:
1 - Informações;
2 - Esclarecimentos sobre matérias propostas pelos membros;
3 - Balanço da época de Exames e breve análise dos resultados;
4 - Fiabilidade e dificuldade das provas de aferição e de exame; Outros assuntos.

12/12/2010

John Rawls e o princípio da utilidade

John Rawls analisado na Stanford Encyclopedia of Philosophy:

Ao contrário do utilitarista, para Rawls a filosofia política não é simplesmente filosofia moral aplicada. O utilitarista agarra-se a um princípio moral universal («maximizar a utilidade») que aplica a acções particulares, constituições políticas, relações internacionais, etc. Rawls não possui um princípio universal: «O princípio regulador correcto para algo», diz ele, «depende da natureza dessa coisa.»


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02/12/2010

O que é o discurso filosófico?

Sem pretendermos apresentar uma teoria geral do discurso filosófico, pensamos que é possível propor uma solução intermédia, nem demasiadamente comprometida com uma determinada problemática, nem directamente dependente, em excesso, duma teoria do discurso de frágeis fundamentos. Que direcção tomar para encontrar este método? Ele deve evitar reduzir o texto a uma única dimensão, por exemplo a agumentação ou a análise conceptual. A filosofia argumenta, mas não deve ficar reduzida à argumentação. Além do mais, esta dmensão nem sempre é visível: pode ser "trabalhada" através de outros modos de expressão, como a ironia, o sarcasmo de Nietzsche, ou a exortação e edificação de Epicteto.
Um texto é um conjunto complexo, não apenas dividido em secções e folhas, mas também prisioneiro duma linearidade característica do tempo e da escrita. Estas duas dimensões entrecruzam-se, graças a uma série de referências internas, que colocam numa co-presença ideal todos os momentos do desenvolvimento. A obra filosófica, quer se apresente sob a forma de um tratado dedutivo ou de aforismos brilhantes, é um todo que se constrói e se desfaz, aberto ao mundo e às teorias sobre o sentido, mas igualmente voltado para o universo a que ele prõrpio ~´a origem. É um conjunto móbil, animado de movimento interno, que apresenta uma rede de potencialidades discursivas, de acordo com regras e modalidades que podemos explicitar e analisar.

Frédéric Cossuta, Didáctica da Filosofia, Edições ASA

01/12/2010

Como definir a Filosofia? - J. Ferrater Mora

1: O termo: O significado etimológico de filosofia é "amor à  sabedoria". Antes de se usar o substantivo "filosofia" usaram-se o verbo "filosofar" e o nome "filósofo". Heraclito afirmou que convém que os homens filósofos sejam sabedores de muitas coisas. Atribui-se a Pitágoras o ter-se chamado a si mesmo filósofo, mas não só se discute a autenticidade da afirmação como, principalmente, se neste contexto filósofo significa o mesmo que para Sócrates e Platão. Por aquele tempo considerava-se como filósofo todo o sábio, sofista ou historiador, físico e fisiólogo. As diferenças entre eles obedeciam ao conteúdo das coisas que estudavam: os historiadores estudavam factos (e não só factos históricos), os físicos e fisiólogos o elemento ou os elementos últimos de que se supunha composta a natureza. Todos eram, contudo, homens sapientes e, portanto, todos podiam ser considerados (como fizeram Platão e Aristóteles) como filósofos. Esta tendência para o estudo teórico da realidade a fim de conseguir um saber utilitário acerca dela, em conjungo com a tese da diferença entre a aparência e a realidade (já em Platão é explícita), tornou-se cada vez mais acentuada no pensamento grego. A concepção da filosofia como uma procura da filosofia por ela própria conclui numa explicação do mundo que utiliza um método racional-especulativo, coincida ou não com a mitologia. Desde então o termo filosofia tem valido com frequência como expressão desse "procurar a sabedoria".