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18/08/2010

Porque nos interessa a Filosofia?

Coordenadora:
Maria Manuel Araújo Jorge

Autores:
Paulo Tunhas, Maria Luísa Ribeiro Ferreira, João Lemos, Lídia Queiroz, Sofia Miguens, Susana Restier Poças, Diogo Alcoforado, Daniel Duarte de Carvalho, Daniela Silveira, João Valente Aguiar, Eurico Albino Gomes Martins Carvalho, Bruno Pinheiro

Porquê pensar a metafísica, o que existe e o que é, o conhecimento e a ciência, os valores, o belo, o bem, a verdade, porquê pensar a vida e o próprio pensamento? E porquê fazê-lo em diálogo com outros, mesmo que tão distantes no tempo, como Parménides? Esta obra mostra, na variedade de questões que toca, como o prazer da reflexão filosófica reside, em parte, no reencontro com temas arquitectónicos do pensamento humano que, à distância, mas de um modo permanente, articulam o modo como, no dia-a-dia, procuramos algum sentido à nossa volta.

Escrito por filósofos para não- filósofos, este livro, numa linguagem clara e rigorosa, conduz o leitor pelos múltiplos temas de que a filosofia se ocupa, permitindo-lhe viajar livremente pelos diferentes territórios da cultura e do pensamento.

SOBRE A COORDENADORA:
Maria Manuel Araújo Jorge é professora no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A sua área de investigação é a filosofia das ciências e em particular da biologia, bem como a relação da investigação científica com a ética. Participou como co-autora em seis obras colectivas e é autora de mais de sessenta artigos, muitos deles publicados internacionalmente, e de três livros: Da epistemologia à biologia, Instituto Piaget, 1994; Biologia, Informação e Conhecimento, Gulbenkian, 1995; As ciências e nós, Instituto Piaget, 2001. É investigadora principal do Instituto de Filosofia e membro da Comissão de Ética da Universidade do Porto, em representação das Ciências da Vida, assim como da Comissão de Ética para a Saúde do Centro Hospitalar do Porto.

A Colecção Esfera da Filosofia é dirigida por José Meirinhos e resulta de uma parceria com o Instituto de Filosofia da Universidade do Porto.


05/08/2010

Precisamos mesmo de uma dieta mental?


O professor Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.» Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «o jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «o conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»

02/08/2010

Habilitações para a docência

As más notícias não param de chegar.

O Decreto-Lei 220/2009 tem de ser regulamentado no que diz respeito aos domínios de habilitação não abrangidos pelo Decreto-Lei 43/2007. As habilitações para a docência estão a ser profundamente alteradas e é bom que se compreenda que isso terá implicações profundas e dramáticas sobre a realidade profissional dos professores de Filosofia portugueses. Desengane-se quem pense que o problema incidirá apenas sobre os professores contratados pois, como se verá, todos serão seriamente afectados. Eis o documento que circula na internet:

oficio