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28/03/2010

GEOFF - divulgação

O GEOFF é um grupo de estudos online e independente de Filosofia da Física. É uma iniciativa de participantes do Projeto Filosofia da Física na UFOP. O objetivo central do grupo é divulgar e desenvolver a Filosofia da Física no Brasil.

Agenda: de 29 de Março a 3 de Abril de 2010

Agenda de actividades para a próxima semana:

Agenda 29032010

A Agenda completa encontra-se na barra lateral do blogue. Se o desejar, comunique-nos os eventos que dinamiza ou nos quais participa para que possamos fazer a sua divulgação.

27/03/2010

NOVA HISTÓRIA DA FILOSOFIA OCIDENTAL Sir Anthony Kenny

Informação da Gradiva:


Uma obra única e imprescindível» 

«Um acontecimento editorial» 
- Lançamentos em Abril, Junho, Setembro e Novembro (4 volumes) 
- Traduzida por especialistas da área sob a direcção do professor Aires Almeida 

A primeira razão pela qual esta impressionante obra é um acontecimento editorial é que os leitores têm agora acesso a uma história da filosofia que apresenta os problemas, teorias e argumentos da área com aquela intensidade própria de quem os conhece por dentro, ao invés de os olhar de longe como artificialismos académicos ou escolares, descritos muitas vezes em linguagem pomposa e vazia. 

A segunda razão é que o conhecimento que temos hoje da história da filosofia é muito mais rigoroso e vasto do que o que tínhamos há trinta ou quarenta anos, e Sir Anthony está a par desses desenvolvimentos – tendo até sido protagonista de alguns deles. Não se trata por isso de mais uma história da filosofia que repete os lugares-comuns infelizmente endémicos nas zonas mais fracas da cultura escolar e académica. 

Por estas razões, entre outras – incluindo a iconografia inovadora – esta brilhante história da filosofia é leitura obrigatória e entusiasmante para estudantes e professores de filosofia, assim como para qualquer pessoa que queira conhecer um pouco mais esta imensa tradição intelectual com dois mil e quinhentos anos de existência, e que novos desenvolvimentos continua a trazer-nos hoje. A Gradiva e a «Filosofia Aberta» continuam assim a prestar ao país um serviço cultural e educativo mais importante do que quaisquer míticas avaliações de professores.
Desidério Murcho, Universidade Federal de Ouro Preto


Esta é uma obra que pouquíssimos se atreveriam a escrever. Sir Anthony Kenny, um dos mais reputados filósofos actuais, dedicou alguns anos a ler directamente os grandes filósofos e a acompanhar os debates por eles suscitados, daí resultando uma história da filosofia verdadeiramente filosófica, informativa e refrescante, onde não se encontram os lugares-comuns e as ideias feitas do costume. 

Aliando o melhor rigor académico à clareza de exposição e à capacidade para envolver o leitor nas discussões filosóficas, esta obra revela-nos uma história de cerca de dois mil e quinhentos anos que, ao contrário do que tantas vezes parece, está longe de ser uma mera colecção de ideias de museu. 

O autor não se limita a apresentar e explicar as ideias e teorias dos filósofos, inserindo-as de forma esclarecedora no seu contexto histórico e cultural. Isto constitui uma das duas partes em que cada um dos quatro volumes está dividido. A segunda parte é dedicada à elucidação, discussão e avaliação dos argumentos que sustentam essas ideias e teorias, adoptando-se aí um tratamento temático e estritamente filosófico. Assim, esta história da filosofia consegue ser útil tanto para quem está interessado numa abordagem mais histórica das ideias filosóficas como para quem está interessado numa discussão filosófica mais aprofundada. 

Por isso se trata de uma obra única e imprescindível que, muito justamente, se está a tornar uma verdadeira referência na área. 
Aires Almeida, Professor de Filosofia
 


Formação em Filosofia Prática e Pensamento Crítico

Grau: Formação Contínua

Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Formador: Tomás Magalhães Carneiro
Email do formador: tiomas@yahoo.com
Site do Formador: http://filosofiacritica.wordpress.com/

Carga horária: 27 horas

Créditos: 1,1 U.C. (a presente acção releva para efeito de progressão na carreira de Professores do Grupo 410), 2,5 ECTS - Sistema Europeu de Acumulação e Transferência de Créditos

2ª Edição - 10 Abril a 19 Junho 2010
Horário: Sábados das 10h às 13h

3ª Edição - 7 a 23 Abril 2010
Horário: 4ª, 5ª e 6ª feira das 18h30 às 21h30

Inscrições on line: http://www.letras.up.pt/gi/candidaturas/candauth.asp?tt=ea&ln=por

8º ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES DE FILOSOFIA


CONVITE À PROPOSTA DE COMUNICAÇÕES

A Sociedade Portuguesa de Filosofia, em parceria com a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, organiza este ano a 8ª edição dos Encontros Nacionais de Professores de Filosofia, nos dia 10 e 11 de Setembro 2010, em Portimão. Neste âmbito, está aberto o prazo de candidaturas para a apresentação de comunicações em língua portuguesa sobre quaisquer tópicos considerados relevantes para o ensino da Filosofia. As comunicações não devem exceder os 30 minutos, de modo a reservar pelo menos 20 minutos à discussão.

Os candidatos deverão enviar para o endereço spfil@spfil.pt, até 30 de Abril, o título da sua comunicação e um resumo da mesma, que não exceda as 500 palavras e que inclua um esboço do argumento proposto. Na rubrica “Assunto” deverão inscrever “8ENPF RESUMO”. O resumo deverá ser anexado em formato Word ou pdf e não deverá conter nenhuma referência que permita identificar o autor ou instituições a que este esteja ligado. O mesmo será apreciado sob anonimato, sendo aceites no máximo duas comunicações. A decisão do júri será comunicada aos autores por correio electrónico até 1 de Maio.

Divulgação

Uma belíssima novidade divulgada nas listas de discussão Hermes e Lekton:



http://www.andrewcullison.com/journal-surveys/

25/03/2010

Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida - Relatório n.º 48

A clonagem, como meio de produção assexuada de um ser idêntico a um outro já existente, desde há muito que faz parte do imaginário do Homem, expresso em narrativas várias ao longo dos tempos e particularmente na literatura de ficção do século XX. Desde os mitos da Antiguidade, de que a formação de Eva a partir de uma costela de Adão é apenas um exemplo, às obras de ciência de ficção do século XX, como In his image: the cloning of a man (1978), de David Rorvik, a criação de um ser humano por clonagem tem sido narrada (L. Archer, 2000). E a narrativa, na esteira do pensamento de Paul Ricoeur, é um processo de auto compreensão humana e de construção de identidade pessoal.
Relatório Clonagem Humana - 48 CNECV 06

20/03/2010

Da filosofia do charco à da subtileza


Um dos problemas filosóficos mais facilmente associável à vivência humana do dia a dia é o de saber se temos ou não obrigação moral de ajudar quem vive em pobreza extrema. Peter Singer avançou com um dos mais famosos e pungentes argumentos acerca deste tema. Segundo ele se podemos evitar um mal, algo profundamente negativo, mesmo que isso nos cause um pequeno prejuízo (e se esse pequeno prejuízo é de importância moral bastante inferior ao mal que se evita), então temos a obrigação de agir. (cf. Peter Singer, Ética Prática, Gradiva, pp. 250-252) Este argumento é ilustrado com o famoso exemplo da criança em risco de vida num lago. «Suponhamos que me apercebo de que uma criança caiu a um lago e está em risco de se afogar. Alguém duvida que eu devia entrar no lago e tirar de lá a criança? Isso implicaria ficar com a roupa cheia de lama entre outros inconvenientes; no entanto, em comparação com a morte evitável da criança, isso é insignificante. Um princípio plausível que apoiaria o juízo de que devo tirar a criança do lago é o seguinte: se estiver nas nossas mãos evitar que aconteça um grande mal, sem com isso sacrificarmos nada de importância moral comparável, devemos fazê-lo.» (250) Parece realmente plausível que perante um cenário destes temos a obrigação moral de agir e salvar a criança. A questão torna-se mais densa quando Singer estende o alcance deste argumento para a obrigação de ajudar os pobres. Se os ricos não sacrificarem nada de importância moral comparável, e se considerarmos a vida em pobreza absoluta uma coisa má, então os ricos têm a obrigação moral de ajudar quem vive em grandes dificuldades.
Este argumento inspirou o próprio autor a criar um sítio na Internet em que divulga o seu último livro (http://www.thelifeyoucansave.com/) ao mesmo tempo que convida as pessoas a assumir o repto de ajudar a salvar uma vida fazendo uma doação de uma parte do seu rendimento. [Para ver e ouvir o próprio Peter Singer a argumentar clique aqui. Para ler o argumento na base desse livro – que no fundo é uma versão daquele analisado neste texto – clique aqui. Aliás esta postura não é única, felizmente. Outro pensador com créditos no mundo académico, Thomas Pogge, assumiu uma posição semelhante. Criou uma proposta concreta a que chamou Health Impact Fund. Para saber mais clique aqui.]
Das dificuldades normalmente apontadas ao argumento de Singer gostava apenas de me centrar naquelas avançadas por Kwame Anthony Appiah no seu livro Cosmopolitismo – Ética num mundo de estranhos, Publicações Europa-América. Este autor rejeita a conclusão forte do argumento, embora sinta intuitivamente o apelo do argumento. «O problema com este argumento não é afirmar que nós temos obrigações incríveis com estranhos. O problema é afirmar que nós temos obrigações incríveis.» (Appiah, p. 157) Este filósofo cosmopolita entende que o princípio moral proposto por Singer nos obriga a uma postura radical que pode inclusivamente levar-nos à ruína. Por isso, reformula-o e apresenta um princípio semelhante apelidando-o de «princípio da emergência», mas que não possui, segundo Appiah, as consequências do princípio de Singer: «Se você é a pessoa na melhor posição para impedir algo realmente horrível, e se não custa muito fazê-lo, então faça-o.» (159) Para Appiah, a nuance introduzida com a expressão «a pessoa na melhor posição para» assegura que não seremos penalizados moralmente por não realizarmos sacrifícios excessivos para aliviar a pobreza num lugar qualquer recôndito do globo. Se esta argumentação parece querer desculpar a não intervenção e justificar a passividade perante desastres humanitários, julgo que devemos atentar nalguns limites à nossa aplicação do princípio de Singer que podem dar alguma razão a Appiah. Em primeiro lugar, qualquer ajuda humanitária para aliviar a pobreza extrema tem que ser mediada pelo Estado-nação (ou por ONGs que devem obedecer às regras desses estados). Não é possível uma ajuda eficaz sem respeitar os Estados e sem promover o seu desenvolvimento institucional. Por isso, muitas das obrigações para com quem vive em pobreza extrema são obrigações colectivas, de povo para povo, de Estado para Estado. Mas temos também obrigações particulares, individuais. Uma segunda dificuldade consistiria, portanto, em definir uma fronteira para lá da qual devemos sentir a consciência pesada, por outras palavras, um limite para a nossa obrigação básica para com as pessoas que vivem em pobreza extrema. Aqui parece-me que Appiah exagera no alcance que atribui ao argumento de Singer. Este não implica que nos sacrifiquemos para lá do razoável. Todos podemos estabelecer uma obrigação pessoal básica e cumprir essa obrigação, por mínima que seja, e ainda assim sermos coerentes com o princípio de Singer. Mas, no entender de Appiah, o princípio de Singer compromete-nos com actos claramente superrogatórios.
Uma crítica mais profunda, e mais difícil de refutar, consiste na análise da teoria do valor que subjaz ao argumento de Singer. Não podemos, diz Appiah, entender uniformemente o valor de todas as coisas. Não há uma medida uniforme e universal de valor. O problema é encarar o argumento de Singer como um peso na consciência sempre que vamos ao cinema e sabemos que o dinheiro do bilhete poderia vacinar algumas crianças num qualquer país pobre. Mas ambas as coisas são valiosas à sua maneira. Devemos dar atenção a coisas diferentes e empenharmo-nos a realizar coisas diferentes. Por isso, Appiah pergunta-nos: «Tem a certeza de que queria viver num mundo no qual a única coisa em mente de todas as pessoas fosse salvar vidas?» (163)
As subtilezas de argumentação de Appiah foram aqui apenas sugeridas de forma pouco aprofundada; fica aqui apenas a referência crucial à crítica deste autor ao argumento em favor da obrigação moral de ajudar quem vive na pobreza absoluta proposto por Singer, crítica essa que se centra na ilegitimidade moral com que coloca uma enorme responsabilidade nas costas de todos nós. Julgo, no entanto, que podemos aceitar o argumento de Singer sem o carácter superrogatório que Appiah lhe dá. Aliás, o próprio Singer parece entendê-lo assim no seu último livro, atrás referido, quando sugere um cálculo razoável para estabelecer a nossa contribuição na ajuda ao combate à pobreza. Confira a proposta de Singer para o seu caso aqui.

18/03/2010

Enigmas da existência

Uma área da filosofia em que fazia falta alguma frescura editorial era sem dúvida a Metafísica. Bem, esta semana saiu para as estantes uma introdução que, pelas amostras disponibilizadas pela criticanarede ("Identidade Pessoal", "Por Que Não Nada?" e "O Que é a Metafísica?"), se apresenta como essencial em qualquer biblioteca de filosofia. Chama-se «Enigmas da existência», a tradução é de Vítor Guerreiro, a revisão científica de Desidério Murcho e é editado pela Bizâncio na colecção Filosoficamente.

17/03/2010

Michael Ruse - Pode um darwinista ser cristão?

Será o cristianismo incompatível com o evolucionismo? Aceitar a evolução implica rejeitar o cristianismo?  A questão em Portugal não é muito polémica e não sabemos se isso é bom sinal (povo maduro que já resolveu o problema) ou não (povo imberbe que nem reconhece a existência da questão). Mas no mundo alglo-saxónico, especialmente nos Estados-Unidos, é um tema bem escaldante. Este livro de Michael Ruse editado entre nós pela Ana Paula Editora em 2009, traduzido por Bernardo Palmeirim, representa um passo fundamental na análise do problema. O autor pode ser acusado de tudo menos de desonestidade intelectual. Veja-se uma passagem do prólogo:

Deixem-me ser franco. Penso que a evolução é um facto e que o darwinismo reina triunfalmente. A selecção natural não é simplesmente um mecanismo importante. É a única causa significativa da contínua mudança orgânica. (…) Vejo propósito e função em todo o lado. Sou um fervoroso naturalista e um reducionista entusiasta, e os que não concordam comigo são uns frouxos. Acho que tudo se aplica ao ser humano, ao pensamento e à acção, e que a sociobiologia foi a melhor coisa que aconteceu às ciências sociais no último século. (…)

No entanto, dito tudo isto, nem consigo começar a perceber por que é que tantos – darwinistas e cristãos – acreditam que uma posição como a minha implica uma resposta negativa, imediata e enfática, à questão que o meu título levanta. Por que razão há-de ser o Diabo a ficar com todas as boas melodias? Por que há-de ser o Diabo a ficar com toda a boa ciência e filosofia? Santo Agostinho e S. Tomás de Aquino ficariam estarrecidos com tal presunção, e nós deveríamos sentirmo-nos do mesmo modo. Talvez seja verdade que um darwinista não pode ser cristão, mas isto é algo que só pode ser decidido após se ter olhado para os dois sistemas e analisado os pontos onde estes possam entrar em conflito e disputa. Não pode ser estabelecido a priori, antes de se começar. E certamente não pode ser estabelecido na feliz e total ignorância daquilo que os outros dizem e acreditam.
Michael Ruse, Pode um darwinista ser cristão?, pp. 7, 8.

16/03/2010

Thomas Kuhn - A estrutura das revoluções científicas

Por cá chega tudo tarde, e isso atrasa o desenvolvimento cultural de um povo. Certas obras filosóficas marcantes do século XX só agora em pleno século XXI chegam à nossa estante. Seja Rawls, Nozick ou o menos conhecido Walzer…tantos outros. Mas curioso é o facto de centenas de professores ensinarem à anos a teoria das revoluções científicas de Thomas Kuhn sem poderem ler uma tradução portuguesa da obra em que Kuhn expõe essa teoria (Havia uma tradução brasileira, podem dizer. Mas essa também não leram. Fica caro encomendar do Brasil!). Bem, problema resolvido. A editora Guerra e Paz editou o ano passado essa peça fundamental da epistemologia, traduzida por Carlos Marques. Este livro é um caso paradigmático (ops…lapsus linguae?) de como o autor se explica melhor do que os comentadores. Comparem. O posfácio datado de 1969 apresenta a resposta de Kuhn a diversas críticas que lhe foram apontadas por diversos autores, entre os quais o inevitável Popper. Obrigatório.

15/03/2010

António Pedro Pita, "Presença, Representação e Sentimento"

Para que a obra se torne objecto estético e para que , pelo objecto estético , o sensível se exprima, na consagração que é o seu próprio desenlace, o espectador não deveria ser senão um meio 3. A obra e o espectador encontrar- se-iam absolutamente num plano pré-reflexivo , constituindo uma totalidade.
É certo que, num concerto , eu estou perante a orquestra : mas estou dentro da música; e não é menos certo que, colocado diante de um quadro, é só uma coisa aquilo que vejo enquanto não me deixar invadir pela cor. O espectador está inteiramente comprometido na obra: "a presença ao objecto tem qualquer coisa de absoluto, (...) o absoluto de uma consciência inteiramente aberta e como que possuída pelo que projecta". Então, do ponto de vista da integral expressividade da obra, "estar perante" é ainda insuficiente porque aquilo a que ela aspira é que, nela, o espectador se perca.
Qualquer coisa, sublinhamos. Na exacta medida em que o espectador é um corpo que traz em si uma história que o transcende e de que investe o olhar, o plano da presença está condenado à superação.

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12/03/2010

O que devo ser quando for grande?


«Passará a empregabilidade, exclusivamente, pelo investimento no conhecimento? Para a socióloga da Universidade do Minho não, já que "o sucesso profissional não depende apenas do conhecimento". "Atitudes, valores e outras dimensões não cognitivas", como é o caso das características "afectivas e emocionais", também contribuem para arranjar e manter o emprego.

Então, pode a ditadura do mercado profissional vedar o acesso à formação de áreas do saber como a Filosofia?

Na perspectiva de José Manuel Leite Viegas, não devem tratar-se de áreas incompatíveis, até porque "os países com uma dinâmica de mercado forte e muito prática valorizam áreas como a Filosofia. Trata-se da primeira área de formação, o ponto de partida para a prática empresarial, por exemplo".

Além disso, "a Filosofia carece de um complemento e o próprio indivíduo necessita de racionalidade e conhecimento do Mundo em qualquer área do saber"

O que pensa o leitor? É  a Filosofia uma área de formação inicial ou complementar? O actual mercado d etrabalho favorece ou prejudica os graduados em Filosofia? Qual a procura de licenciados, mestres e doutores em Filosofia em Portugal e no Brasil?

04/03/2010

Voltaire – O direito à intolerância

O direito de intolerância é absurdo e bárbaro: é o direito dos tigres, e é bem horrível; porque os tigres matam para comer e nós andamos a exterminar-nos por causa de parágrafos.
Voltaire, Tratado sobre a tolerância, J. Justo, Prisa Innova, p. 254.
Imagem: Dali - The disappearing bust of Voltaire

01/03/2010

Encarnação Reis, "A Função do Estético"

(...) "a cor verde dos prados", dirá Kant (..), "é uma sensação objectiva enquanto percepção de um objecto dos sentidos, ao passo que o seu carácter agradável é uma sensação subjectiva, pela qual nenhum objecto é representado". Só os sentimentos podem ser verdadeiramente, posto que exclusivamente, subjectivos; só eles são, pela sua própria- natureza, de quem os tem, e não podem portanto ser algo de objectivo, que aí esteja para as diversas consciências deles tomarem consciência. Não é aliás outra coisa o que já Descartes dizia nas Meditações, ao perguntar se, na verdade, "há coisa mais íntima ou mais interior que a dor". O estético é portanto, para Kant, antes de tudo, o sentimento de prazer e de dor do sujeito. Como ele próprio escreve, resumindo tudo: "Estético significa aquilo cujo princípio determinante não pode ser senão subjectivo.

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